Quando chegamos a Cabinda
Tudo escuro e sem se ver
Com uma garrafa de petróleo a alumiar
Começamos logo a escrever
Começa então a escrita
Mas todos ficam a chorar
Era a primeira notícia
Que aos familiares se ia dar
Escrevia para os pais
Mulheres, amigos e namoradas
Mas com muito nervosismo
Com letras atrapalhadas
E lá chegou então a hora
De começar a trabalhar
Foi para Alzira da Fonseca
Onde nós fomos parar
De Cabinda para Alzira
Do pangamongo ao lual
Do chibobo ao maçabi
Tudo isto era igual
Esta mata do Maiombe
Nunca vamos esquecer
Três anos da mocidade
Que ali nós fomos perder
E por agora termino
Pouco mais quero lembrar
Boas, más recordações
Que me deixam a chorar
Poema Colocado em 22-04-1999
Por Francisco Guedes Poemas
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